Li Zhenguo, fundador e Chief Technology Officer da LONGi, publicou um artigo de perspectiva inovadora intitulado “Photovoltaics for food security” na prestigiada revista acadêmica internacional Nature Sustainability. O artigo apresenta de forma sistemática o potencial significativo da tecnologia fotovoltaica (PV) para fortalecer a resiliência do abastecimento alimentar global e propõe duas promissoras rotas tecnológicas, destacando o papel estratégico da energia fotovoltaica no desenvolvimento sustentável global para além da transição energética.

No artigo, Li Zhenguo destaca que a produção tradicional de alimentos depende fortemente da fotossíntese natural e das condições climáticas, tornando-se altamente vulnerável a eventos climáticos extremos, como secas e enchentes. Em um cenário de intensificação das mudanças climáticas globais, a produção agrícola enfrenta desafios cada vez mais severos, e a estabilidade do abastecimento alimentar tornou-se uma preocupação comum da comunidade internacional. Como força essencial na transição energética mundial, a tecnologia fotovoltaica não apenas desempenha papel central na redução das emissões de carbono, mas também pode oferecer soluções inovadoras para fortalecer a segurança alimentar global.
Duas rotas tecnológicas para fortalecer a segurança alimentar
1. Produção sintética de amido a partir de dióxido de carbono impulsionada por energia fotovoltaica
A primeira rota propõe o uso da eletricidade gerada por sistemas fotovoltaicos para eletrólise da água, produzindo hidrogênio verde, que posteriormente é combinado com dióxido de carbono capturado para sintetizar metanol verde. Esse metanol pode então ser convertido em amido por meio de processos químicos como oxidação e polimerização.
Em comparação com a fotossíntese natural, essa rota oferece maior eficiência no aproveitamento da energia solar e não depende de limitações naturais como disponibilidade de terra cultivável ou condições climáticas. Segundo o artigo, a instalação de sistemas fotovoltaicos em apenas 3,7% da área do Deserto do Saara poderia gerar 26 trilhões de kWh de eletricidade renovável, suficientes para produzir 520 milhões de toneladas de hidrogênio verde e sintetizar cerca de 3 bilhões de toneladas de alimentos — quantidade capaz de atender às necessidades alimentares da população global.
Li Zhenguo ressalta, no entanto, que embora essa abordagem já tenha sido validada em laboratório, ainda são necessárias pesquisas adicionais sobre sua viabilidade econômica em larga escala, o consumo energético e impacto ambiental da captura de carbono, bem como a avaliação completa do ciclo de vida da produção industrial de alimentos sintéticos.
2. Sistema integrado “energia-água-alimento” impulsionado por fotovoltaica
A segunda rota propõe um sistema sinérgico baseado nas múltiplas funções da energia fotovoltaica. Nesse modelo, usinas solares instaladas em regiões desérticas podem reduzir a radiação direta sobre o solo, diminuir a evaporação da água e melhorar o microclima local. Integradas a sistemas de dessalinização movidos a energia fotovoltaica e projetos de transporte hídrico, essas soluções podem gradualmente transformar áreas desérticas antes improdutivas em terras agricultáveis.
Além de ampliar a capacidade de produção alimentar, esse modelo permite que excedentes agrícolas sejam convertidos em energia em períodos de alta produtividade, enquanto novas áreas cultiváveis funcionariam como reserva estratégica em períodos de crise alimentar.
Li observa que, apesar do grande potencial, essa abordagem exige avaliação cuidadosa sobre impactos ecológicos da transformação em larga escala de desertos, sustentabilidade hídrica em regiões áridas e confiabilidade operacional de sistemas integrados “PV + agricultura” em ambientes extremos.
Fotovoltaica como pilar da sustentabilidade global
Como fundador e CTO da LONGi, Li Zhenguo tem defendido consistentemente o uso da inovação tecnológica como motor para o desenvolvimento sustentável. Seu artigo na Nature Sustainability apresenta uma visão abrangente sobre como a integração profunda da tecnologia fotovoltaica com ecologia, agricultura e recursos hídricos pode contribuir para a construção de um sistema global mais resiliente, sustentável e seguro.
Clique aqui para acessar o artigo completo: https://www.nature.com/articles/s41893-026-01792-0
Sobre a LONGi
Fundada em 2000, a LONGi (Código de ações: 601012.SH) está comprometida em ser a principal empresa global de tecnologia solar, focando na criação de valor orientada ao cliente para a transformação energética em todos os cenários.
Sob sua missão de “fazer o melhor uso da energia solar para construir um mundo sustentável”, a LONGi dedica-se à inovação tecnológica e estabeleceu diversos setores de atuação, incluindo wafers monocristalinos, células e módulos, soluções solares distribuídas para os setores comercial e industrial, soluções em energia renovável, fotovoltaica integrada à construção e equipamentos de hidrogênio.
Como empresa internacional, a LONGi atua em mais de 160 países e regiões. Ao promover ativamente seu conceito “Solar for Solar”, a empresa acelera a transição energética global e promove equidade energética, permitindo que mais pessoas em todo o mundo tenham acesso a energia renovável acessível.
Mais informações em: www.longi.com/